quarta-feira, 27 de março de 2013

A riqueza dramatúrgica e histórica de Mad Men



"Mad Men" é um seriado produzido pelo canal de televisão norteamericano "AMC", a mesma casa de outras famosas séries, como a sensacional "Breaking bad" e a tediosa e inconsistente "The walking Dead".  Mad Men nos relata a rotina dos funcionários da agência de publicidade "Sterling-Cooper" no início da década de 60, subdividindo a trama através de vários personagens que revesam o protagonismo de cada episódio com "Don Draper", o diretor do setor criativo da agência  e o principal personagem da série.



Don resume em si todos os quesitos necessários para compor o que podemos chamar de perfil corporativo ideal; se veste elegantemente,  ocupa um cargo de grande importância, é respeitado e admirado no ambiente de trabalho. Além do sucesso profissional, Draper é patriarca de uma família que se encaixa milimetricamente na moldura do sonho americano; belíssima esposa - Bets- e dois filhos bonitos e saudáveis. Ora, o que pode-se exigir mais ??; nada, e justamente esse é o problema quando todas as metas e padrões já foram alcançados e ainda sim permanece uma frustrante sensação de vazio.O mito da família feliz e da vida ideal vai se diluindo conforme os episódios transcorrem, e uma realidade diferente começa a se manisfestar.  Don procura satisfazer seu apetite sexual e afetivo através de casos extra-conjugais, enquanto sua esposa deprime-se gradativamente devido a rotina tediosa e reclusa de dona de casa que é imposta á praticamente todas as mulheres casadas naqueles tempos onde o machismo imperava. Infelicidade não tem classe; é democrática e igualitária.

A respeito dos outros personagens, Peggy é a que também obtém um destaque relevante; uma tímida
secretária que se promove para o setor criativo através da sua percepção aguçada e avançada comparada a mentalidade feminina da época, que era limitada e reduzida aos papéis secundários impostos a elas pelo  mercado de trabalho. Peggy é uma das minhas personagens preferidas, pois ela rompe preceitos ao desafia o senso-comum, provando que uma mulher pode exercer um cargo de importância assim como qualquer homem.  Há tantos outros personagens não menos interessantes que ocupam a atenção das lentes durante os episódios, exibindo seus dramas de maneira natural, bem atuada e maravilhosamente dirigida. Roger Sterling,   Pete Campbel, Joan, Harry Crane, etc.  É uma gama de perfis e sub-enredos que fluem organizadamente ao longo dos 45 minutos de episódios, aprofundando e revelando paulatinamente cada aspecto desses personagens que fogem de qualquer caricatura ou definições morais; são humanos, complexos e relativos, e a série não falha em reproduzir toda essa volatilidade psicológica.

Um ponto altissimo da série é a ambientação construída delicadamente, transmitindo toda uma atmosfera convincente e charmosa, que exala dos figurinos, carros e hábitos que constituíam parte da rotina da sociedade americana da década de 60,  concedendo-nos uma base para traçar paralelos com o presente; fumar era uma atitude quase que involuntária, um instinto que estava presente  no comportamento de grande número de cidadãos americanos, sem o mínimo preocupação com a saúde, já que a mídia não publicava os maléficios do fumo devido ao controle rígido das grandes empresas que não queriam ver de forma alguma seus produtos sendo desvalorizados por essas informações. Hoje ainda é assim, mas naquela época a intensidade era maior. Outro hábito
característico dessa época, era à prática da mãe de família zelosa e submissa, que preparava a janta, cuidava dos filhos e esperava pacientemente a chegada do marido em casa, executando um papel rígido que se apresentava como uma obrigação para qualquer mulher. Mães solteiras ou simples solteiros(ª ) não eram muito bem vistos, pois a expectativa da mentalidade coletiva considerava que o matrimônio era o destino indelegável para qualquer individuo que almejasse respeito e notoriedade no contexto patriarcal. Ainda hoje há reminiscências dessa concepção, embora sua influência esteja regredindo sob as novas gerações. Gays assumidos, um fato raro, e negros visíveis, apenas como meros serventes. Hoje, muitos gays já saíram dos armários, mas os negros continuam relegados a profissões de baixa remuneração e sendo vítimas da marginalização. Perceba que vivemos num tempo onde partilhamos certos aspectos comuns desse período,  porém com menor incidência.

A série retrata fielmente essa realidade conservadora,  sem qualquer melodramatização ou clichês, utilizando-se dos talentos dos atores que interpretam muito bem as identidades conturbadas e dinâmicas do seriado. A parte técnica é soberba, uma condução fluída contando com uma ótima fotografia que exibe planos-sequências estupendos. Todo esses atributos fazem de Mad Men um drama top de linha, com grande valor artístico que nos permite avaliar prazerosamente uma dimensão histórica.




Tempo

O que tempo que tenho,
O tempo que não tenho.
Todo tempo que já tive,
Todo tempo que perdi.

Tempo,
Tempo,
...

segunda-feira, 18 de março de 2013

A estrutura da opressão sorrateira e suas vítimas


* Antes de ler o post, recomendo assistir esse pequeno documentário que retrata a opressão e a difamação que os hippies sofrem das autoridades governamentais e emissoras de TV.


Há uma máxima que diz: "A historia é escrita pelos vencedores."  No atual contexto, essa frase poderia ser adaptada pra "A grande mídia é escrita pelos ricos". Note que a palavra "rico" e "vencedor" apresentam sentidos análogos pela ótica competitiva e pseudomeritocrático que paira e domina a mentalidade coletiva capitalista, principalmente da classe média. Mas e o lado "perdedor", como fica ?.

Os hippies dentro do universo consumista e competitivo são exemplos de perdedores; "vagabundos" e "incapazes" de conquistarem o tão almejado emprego bem renumerado que concederia aquele selo de "CIDADÃO DE BEM(sic)", uma espécie de imunizador que repele qualquer olhar desconfiado ou um gesto de indiferença e nojo. Os hippies portanto, estão à margem das relações mercantis, e por isso representam um valor baixo, pois não fomentam a neura consumista que rege e faz o sistema se manter e se expandir. Hippies não consomem roupas de marca, tênis, relógios; não compram bebidas e muitos menos vão pra eventos privados. Seria lógico pensar em métodos, ou melhor, em preconceitos e práticas que suprimisse e tornasse o estilo de vida hippie improvável e extremamente degradante, publicando uma imagem que frustrasse qualquer ímpeto de assumir esse modelo de vida.

 O documentário postado acima nos da um parecer sobre esses mecanismos. Autoridades policiais interveem bruscamente e confiscam itens e produtos artesanais dos hippies, destruindo-os e dificultando a sobrevivência e a expressão dessa parcela de seres humanos; uma típica atitude de governos totalitários. A mídia distorce os fatos com o intuito de validar a prática arbitrária da policia. Como efeito dessa conjugação entre instituição e mídia, temos a opinião pública que fecha os olhos e aponta o dedo contra uma cultura inteira que merece reconhecimento e respeito como qualquer outra vertente cultural, provando que há toda uma estrutura que nos induz a tomar convicções sem o mínimo de reflexão ou percepção sobre o que está por trás de cada mensagem veiculada.




Essa obtusidade é fruto de uma operação massiva que começa desde a mais tenra infância, através da publicidade que se aproveita da debilidade infantil para implementar ideais consumistas, onde valores subjetivos são atrelados a produtos. Atividades artesanais e criativas são substituídas por brinquedos que já simulam realisticamente o que poderia ser imaginado, minguando a criatividade ao oferecer um produto previamente idealizado. O resultado é que gradativamente o individuo perde uma excelente oportunidade para aprimorar o seu subjetivismo numa época essencial das nossas vidas, a infância, construindo assim uma base binária, restrita de pensamento; ou você tem ou você não é nada; vencedores vs perdedores; valores são materiais; interpretações não existem. Crianças crescem com essas atribuições e muitas delas enfrentam imensas dificuldades para elimina-las, e acabam prosseguindo suas vidas limitadas num universo simplório que resume tudo como uma simples mercadoria. Preconceitos e outras leituras equivocadas da realidade se tornam rotineiras e persistem bravamente na mentalidade, incapacitando o individuo de apreciar a subjetividade de grandiosas obras artísticas, de compreender metáforas elaboradas, de visualizar a complexidade da história, das expressões culturais e das reações humanas; enfim, perdemos talvez aquilo que mais nos diferencia dos outros animais, a capacidade de se perguntar "porque ?", de exercer o princípio filosófico.

Ao longo da história, a repressão sempre foi caracterizada pela sua natureza invasiva, latente e direta. Hoje, com a democracia em voga, foi preciso uma remodelação dos mecanismos de opressão para se adaptarem e continuarem existindo sob um contexto democrático. Ela está nas entrelinhas, camuflada, furtiva, sorrateira mas infelizmente ainda vive e alicia contingentes consideráveis que nem sequer percebem a opressão entrando pela porta dos fundos, na ponta dos pés.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Sobre o lobo de Hermann Hesse: Uma interpretação !





Sabe, há certos clichês e sensos comum que se confirmam. A maioria deles estão errados, encobertos por misticismos e análises simplórias que dificilmente encontram validade na realidade, constituindo-se num empecilho que obscurece e atrapalha o desenvolvimento do senso crítico. Mas há uma frase clichê em especial que eu concordo integralmente: Livros podem mudar suar vida. E se há uma obra que ocasionou tal efeito em miha vida, foi O Lobo da Estepe, do gênio Hermann Hesse.

Herman Hesse vivenciou um período conflituoso, marcado pela ascensão de regimes totalitários, de revoluções, guerras e do despontamento de novas teorias filosóficas de cunho existencialista. Uma conjuntura riquíssima para intelectuais buscarem inspirações e reconduzi-las para o formato artístico. Não é atoa a abundância de ótimos escritores como Thomans Mann, Franz Kafka, James Joyce, Virginia Wolf e tantos outros que descreveram e interpretaram magnificamente a realidade dinâmica e pulsante dos primeiros 50 anos do século 20. E Herman Hesse não perdoou a oportunidade; tinha consciência que a época vivida por ele era demasiadamente rara e especial para não ser estudada e interpretada. E motivado por isso e também obviamente, pela sua vida pessoal, Hesse publicou obras que tangenciam o modelo de vida contemporâneo, tecidas por uma abordagem existencial que dilacera a consciência e expõe fragmentadamente os aspectos da personalidade conturbada e problemática do ser humano. E uma obra que conseguiu sintetizar com excelência essa formula foi O lobo da Estepe, publicada em 1927.

O enrendo tem como fundamento a vida lamentosa de Harry Haller, um cinquentão que enfrenta uma diversidade de dilemas, crises e infelicidades que o fazem tomar convicções misantropas e  onsequentemente uma postura retraída e negativista, disparando definições e análise impiedosas que categorizam o estilo de vida burguês como fútil e ilusório, ou seja, um típico Lobo da estepe, deslocado de sua matilha. Porém, Hermann não reduz a trama a esses aspectos comportamentais; há também outras facetas que entram em jogo, angustiando e conflituando ainda mais o pobre Haller. Ele nutre uma certa ojeriza a burguesia, mas simultaneamente Haller também admira e encontra prazeres nos aspectos oriundos da burguesia. Haller não suporta jazz, um ritimo vulgar e simplório que não faz jus a complexidade das obras musicais eruditas que tanto tem apreço. Mas aos poucos, gradativamente, ele está numa festa entoada pelas notas jazzisticas enquanto o corpo reverbera em sintonia harmoniosa com o ritimo da manifestação musical que antes dedicava tanto desprezo.

A principio, numa leitura mais restrita e menos interpretativa, poderíamos identificar um dualismo que muitas vezes Hesse tenta transmitir através de sentenças que nos fazem ter certeza da natureza dualista da obra, que consiste no contraste entre o homem culto burguês versus o Lobo antissocial e selvagem que habita e disputa vorazmente o controle mental do personagem. Mas o escritor trata de dissipar essa dualidade simplista no desenvolver da trama, inserindo novos personagens, novas concepções e desbravando áreas desconhecidas da consciência de Haller que nos da pista sobre quem é, e o porquê de ser tão angustiado e frustrado. Aos poucos, Hesse nos expõe que a nossa consciência na verdade é constituída por diversos fragmentos dispersos, de naturezas diferentes, transitando entre o consciente e o subconsciente, geradas pelas experiências. A grande questão que o livro nos joga, é como conciliar essas variantes de características opostas; como organiza-las e fazê-las fluírem ordenadamente em nossas consciências, para que afinal, sejamos felizes com o estabelecimento do equilíbrio. Segundo a minha interpretação, O lobo da estepe nos demonstra que a razão da nossa infelicidade reside na rebeldia desses elementos da consciência que não se compatibilizam e se chocam sistematicamente ao longo da nossa vida. Isso faz muito sentido se analisamos que a vida é repleta de contradições, de decisões difíceis, de privações, de conformismos, arrependimentos; todos essas mazelas baseiam-se na contrariedade dos nossos pensamentos, que às vezes, não conseguem selar um consenso. Assumimos diversos caráteres até mesmo no cotidiano; temos oscilações de humor, mudanças de percepções e alternâncias drásticas no que tange ao nosso comportamento em geral se for analisado retrospectivamente. Tudo isso serve pra comprovar que a divergência desses fragmentos que formulam nossa consciência afeta visceralmente e permanentemente nossas vidas.

Em suma, somos contraditórios e temos que lidar com essa discordância dentro de nós. Nessa obra prima, Hesse expressa de maneira incrível que não existe maniqueísmo, não existe preto no branco; o que de fato acontece é que não só a personalidade, mas tudo ao nosso redor é construído por diversas camadas e facetas que se acrescentam até formarem um organismos complexo com inúmeras variações. E o lobo da espete seve com uma alegoria brilhante para traçar um paralelo com o mecanismo da consciência: todos os fatores que fundamentam a existência da consciência são lobos das estepes; são selvagens, solitários e principalmente desligados de qualquer sentimento de pertença ou identidade. São diferentes, tão diferentes um dos outros que se refugiam e reagem violentamente contra qualquer manifestação de interação. O que nos resta é domar esses lobos ou pelo menos adocica-los para que não nos perturbem tanto.


Ps: Não entrei em detalhes descrevendo os acontecimentos do enredo, pois não quis comprometer a leitura de quem eventualmente se interessou pelo livro. Foi mais uma interpretação mesmo, já que ela é subjetiva e por isso não estraga a surpresa de ninguém.

Ps 2: LINK DA OBRA EM PDF NOS COMENTÁRIOS. BOA LEITURA!.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Crise cultural ou só uma fase ?







Recentemente eu li um artigo do mino carta muito interessante, q abre um panorama sobre o atual estado cultural do nosso país, fazendo comparações com o passado e identificando as mazelas do presente, buscando as origens desses problemas. 

Concordo em partes, pq o mino foi displicente na sua análise, esquecendo de considerar os seguimentos alternativos q ainda acolhem bons nomes, seja na música, cinema ou literatura. Bons artistas de rock alternativo e mpb, bons filmes como febre do rato e talentosos escritores como o Daniel Galera dão uma amenizada e um folego de confiança na produção cultural nacional. Porém, como disse anteriormente, esses nomes ficam muito restritos ao circuito alternativo, distanciando-se das plataformas populares q poderiam estimular o seu crescimento e diversificar o quadro cultural exposto a população em geral. Mino acerta em cheio quando notifica q a cultura de massa está se mediocrizando e sendo vítima de uma desertificação proporcionada por uma mídia q não confere espaço para outras vertentes se expressarem.

Obtemos pela mídia - não só televisa, mas também dos grandes portais de entretenimento da web-, um conteúdo do qual eu jugo ser de baixissima qualidade, excetuando-se algumas produções q esporadicamente mostram as caras na grade de programação. Milhares de brasileiros consomem novelas com roteiros pobres, interpretados por personagens caricaturais q já foram explorados e reciclados exaustivamente. Assistimos programas de auditórios q capitalizam a pobreza, imprimindo quadros demagógicos e exaltando artistas bregas q ostentam conceitos sexistas e consumistas em suas letras envoltas num arranjo musical genérico e pifiamente executado. Visitamos homepages q são dominadas pelos mesmos gêneros popularescos, pelos mesmos artistas, tudo já previamente orquestrado para por em prática a óbvia estratégia do jabá. Ou seja, a cultura popular está entrando numa fase de estereotipização q assimila superficialidade das produções atuais como se fosse a sua unica caracteristicas. Afinal, periferia é funk vulgar, é o pagodão melodrama; suas mulheres são as q contém o sufixo fruta e os seus homens são MC s q assumem o comportamento padrão do machista dominador. São essas figuras q hj estão em destaque e portanto representam comercialmente a cultura de massa, emitindo assim um raio de influência considerável nas camadas periféricas. 




Fico me perguntando, quando teremos uma nova geração de artistas populares, oriundos das comunidades, q tenham a mesma projeção e principalmente qualidade de um Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Pixinguinha (..) etc Artistas q têm o poder de seduzir qualquer pessoa independente de classe social, pois criam uma arte q desenvolve-se na subjetividade, na sutileza poética, no requinte instrumental, nos padrões artísticos universais q estão acima de qualquer categorização social. Entretanto, hoje, cadê esses artistas ??. 

O q vemos é a estratificação cultural agindo ferrenhamente, isolando outros gêneros, elitizando-os. Baseando-se nas preferências culturais de um sujeito, é fácil vc traçar em qual classe ele reside. É um indicio forte dessa divisão. 

Temos uma cultura popular monopolizada, que sufoca qualquer sopro de criatividade q se distinga dos gêneros brega-popularescos predominantes. 

Enfim, concluo esse texto jogando algumas questões para fomentar a reflexão. Estamos passando realmente por uma crise cultural popular ?. Como podemos solucionar esses problemas ?; como podemos enriquecer e diversificar o quadro cultural popular do país ??; através da regulação midiática ?; da implantação de canais estatais, oferecendo uma base para q artistas independentes possam expor o seu trabalho ??. Ou só obteremos tais mudanças mediante a uma melhoria educacional ? . Necessariamente eu penso q a coalizão entre regulamentações midiáticas e a melhoria no ensino público nos proporcionaria excelentes frutos em diversos setores culturais e artísticos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Quem é feliz?

Texto retirado de um antigo blog que meu (14 de agosto de 2011):

Como sempre acontece, hoje me deparei com mais uma questão "filosófica" em minha vida. Será que a vida pode se tornar algo tão feliz e magnífico como sempre desejamos? Ou a vida é um conjunto de momentos felizes e tristes juntos, que nunca permitirão alcançar a felicidade "para sempre" que é retratada constantemente em filmes da Disney? Retirando o otimismo de nossa perspectiva e levando o pensamento para a racionalidade pura, sem levar para o pessimismo, podemos começar a questionar esse período de tempo que estamos destinados a consumir em terra. Irei apresentar algumas questões e você, leitor, tente pensar em cada uma delas. Pense, questione e crie sua concepção.

O que é felicidade?
O que define um ser feliz?
Qual o caminho para a felicidade?
A concepção de felicidade muda de pessoa para pessoa?
Felicidade se dá por conquistas?
Você consegue viver sua vida com apenas uma conquista?
Só quem chega em 1º é feliz?
Quem tem direito a felicidade?
Todos são felizes?
Você está feliz hoje? E ontem? E semana passada? E ano passado?
Felicidade é uma constante?
Por que você se preocupa em ser feliz?
Ser feliz é mais importante do que viver?


  A tentativa de ser feliz torna tudo muito tedioso e desinteressante, aliás, a vida já é meio desinteressante. Expectativas exageradas só servem para ressaltar esse tédio. Não queira achar uma maneira de ser feliz para sempre, a vida é mais que isso.